terça-feira, 12 de julho de 2011

Cultuar é um estilo de vida.


Um sapateiro, um ferreiro, um lavrador, cada um tem o ofício e a ocupação próprios de seu trabalho. Mesmo assim todos são sacerdotes e bispos ordenados de igual modo, a cada qual deve ser útil e prestativo aos outros com seu ofício ou ocupação, de modo que múltiplas ocupações estão voltadas para uma comunidade, para promover corpo e alma, da mesma forma como os membros do corpo servem todos um ao outro. [Martinho Lutero]

O cristão não vive de modo secular e sagrado. Todas as atitudes de um cristão devem ser sagradas. O cristão deve ser um sacrifício vivo, um culto constante (Rm 12. 1-2). Seja trabalhar ou lazer, seja estudar ou viver em família, seja fechar um negócio ou promover uma festa agitada... Tudo para a glória de Deus! Culto está além de uma reunião dominical de duas horas... Cultar é um estilo de vida.

A Paciência...


E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,
E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.Efésios 5:3-5

Dia destes li em algum lugar uma frase que dizia:Deus não se apressa simplesmente porque nós estamos com préssa''.
Tenho vivido dias de pressa,e conversado com pessoas  amargas,sem fé e estressadas porque estão com pressa.
A pressa e a impasciencia são irmãs gêmeas,mas nenhuma delas é aconselhada na Palavra de Deus,pelo contrário,o Senhor nos deseja ensinar pasciencia.
 Eu havia me esquecido desta lição,já fazia tanto tempo que o Senhor me havia treinado nela!Por um longo tempo fui trabalhada para passar por tribulações dando graças...mas bastou um período de bonança,pra eu voltar a querer que os problemas que eventualmente surgem sejam resolvidos do dia para a noite,simplesmente porque Deus pode fazer com que se resolva!
Penso que quando mais jovem,eu era mais maleável nas mãos do Senhor,lições simples dentro da Palavra me convenciam a esperar..não que as lutas fossem menos árduas,eram tanto o quanto as de hoje,ou até maiores...eu é que  era mais obediente,e mais interessada em aprender de Deus  do que em seus galardões!
 Quando falo sobre isto,imagino Israel no deserto.Pode ser que estivessem muito melhor dispostos no deserto ao início da caminhada do que em seu final,por isso a maioria morreu por lá mesmo:enjoaram-se de aprender,tornaram-se indisciplinados,reclamões,sádicos,hirônicos,questionando se havia mesmo poder naquele Deus para os fazer herdar o que lhes prometeu...ai de mim,que não quero este fim para tão longa jornada!  Esta semana decidi parar de me debater,para tão somente aceitar o passar pela prova,aceitar o que esta escrito em Romanos 5;dar graças pelas tribulações,porque estas me ensinam a ser paciente,a paciencia me torna experiente,a experiência cria em mim esperança,pois quem é experiente sabe que Deus sempre chegou na hora,e resolveu as coisas melhores do que nossa pressa resolveria...e com esta esperança,já não ficamos confusos,sem rumo,fazendo e dizendo bobagens..porque o amor de Deus é derramado em nós pelo seu Espírito,e o amor ''tudo crê,tudo espera,tudo suporta(1Corintios 13).

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pedras, Pedros e o que Deus faz com eles.

“Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando redes ao mar, pois eram pescadores.” Mateus 4:18

O ENCONTRO

Não foi Pedro que encontrou Jesus, e não é a gente que encontra Jesus. Ele nos encontra nos nossos problemas. Pedro foi encontrado na Galiléia, você pode ter sido encontrado no hospital, no seu escritório, na sua escola, no seu quarto, no seu desespero. Ele fazia o que era corriqueiro a ele (pescar) e Jesus chegou propondo algo louco (pescar).

Ao mesmo tempo que era uma proposta louca, perceba que Jesus não pediu pra Pedro, que possuía habilidade e experiência de pescador, pintar um quadro, ou construir uma casa. Ele propôs para o pescador de peixes, uma pesca. Mas uma pesca diferente. Dali pra frente, ele pescaria homens. Perceba que o convite de Jesus, ao mesmo tempo que mudaria o rumo da vida de Pedro, não ia mudar quem ele era, ou o que gostava/sabia fazer.

Deus um dia não inventou você. Ele não tava pensando em dinossauros nem estava namorando como dizem alguns cantores por aí. Ele não te inventou, Ele te criou. Criação custa inteligência, planejamento e sentimentos certos. Deus colocou isso em Pedro. A teimosia, a impulsividade e os muitos deslizes tentando acertar eram parte da personalidade de Pedro, tudo porque um dia Deus o criou, único. Assim ele também criou a mim e a você com dons e talentos específicos.
A VARA QUE TODO PESCADOR DE HOMENS PRECISA TER

“Tendo o chamado.. deu-lhe Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades.” Mateus 10:1

Logo depois que foi chamado por Jesus para o seguir, e de receber algumas instruções de como seria a nova pesca, surge um dilema. Com os peixes Pedro tinha moral, sabia os truques, conhecia o mar e cada espécie de cada criaturinha com nadadeiras que nadavam ali por baixo. Mas Pedro não conhecia NADA sobre essa nova pesca que Jesus propôs. Aí entra a diferença que faz você seguir o Mestre. O que Pedro fez foi seguir a Jesus, imita-lo, absorver dEle tudo que Ele tinha pra ensinar. Andar com Jesus vai acrescentar a sua habilidade uma coisa chamada AUTORIDADE. E se tratando de ministério, essa tal de autoridade faz toda a diferença. Digamos que ela é a vara de pescar que todo pescador de homens precisa ter. Ela não vem em livros, você não pode compra-la pela televisão e você também não vai encontrá-la num seminário, nem em lugar nenhum. Você encontra autoridade caminhando com Jesus,você recebe autoridade quando Ele libera a palavra, simples assim.

FÉ NA PRÁTICA

“Senhor”, disse Pedro, “se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas”. “Venha”, respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi na direção de Jesus.” Mateus 14:28,29

Pra pescar peixes era preciso habilidades e conhecimentos básicos e muita paciência. Mas agora, no treinamento para pescar homens, Pedro precisou aprender sobre fé. Uma palavra tão curta mas tão densa. Ainda assim, a densidade da falta de fé de Pedro foi maior e, em uma tentativa de manejar essa nova ferramenta, ele afundou no meio do trajeto. Foi o único corajoso por aceitar o desafio. Jesus estava ali, sobre as águas, e chamou Pedro pra junto dEle. Sair do barco naquela situação era loucura, mas ele foi. O que aconteceu então? Se Pedro foi corajoso para dar alguns passos, o que aconteceu em tão pouco tempo pra que a experiência não obtivesse sucesso? O que pesou? O que o afundou?

O cérebro.



Calma, você não precisa amputar sua cabeça pra conseguir exercer sua fé, por favor não faça isso. Mas o que aprendemos com isso e a dica que você pode pegar dessa história é: Todos os seus cálculos, e toda sua noção de lógica, podem colocar por água abaixo a sua experiência de fé. Fé é a certeza das coisas que não se vêem, do absurdo, do sobrenatural, do incomum. Nenhum médico explica uma pessoa sendo curada de AIDS, mas pela fé ela pode ser curada. Nenhuma fórmula explica uma pessoa andando sobre as águas, mas pela fé, ela pode andar. Entende?




Nessa aventura, engolindo muita água, Pedro certamente não ia morrer afogado, mas tava engolindo muita vergonha e clamou “Jesus, me salva!” (Mat 14:30) Pediu pra ser salvo das suas muitas contas e cálculos e de sua pouca fé. Pediu de volta a coragem constante que o impulsionou no primeiro passo.

Entre o barco e água era apenas um passo, ele conseguiu. Mas entre andar na superfície e afundar, havia ainda muito cientificismo.

Pedro tomou um caldo, Pedro afundou que nem pedra, mas voltou com mais fé.

Que você não se envergonhe do caldo que está tomando, se é que está. Nem se envergonhe de lembrar dos caldos que já tomou, porque só erra quem está fazendo algo, quem está se arriscando. Se Jesus te chamar, vá. No seu bolso só tem uma pequena fé? Vá. Sua racionalidade começa a te empurrar pra baixo? Não desista, tente mais um pouco. O máximo que vai te acontecer é ser abraçado por Jesus e algum tempo depois receber uma segunda, terceira ou milésima chance pra fazer dar certo.

Jesus curte pegar pedras que um dia afundaram por falta de fé e sobre elas edificar coisas belas. Vide Mateus 16:18.
Paz!

Fonte: Não Morda a Maçã

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Como compreender um Biólogo...

Tenha paciência ao caminhar com ele na rua. É provável que ele faça paradas
freqüentes...sempre há uma formiga carregando uma folha gigantesca nas
costas ou uma samambaia disposta de uma forma estranha num buraco do muro.

Ele acha isso incrível!!!

Toda vez que vcs entrarem em qualquer assunto que envolva a área dele, ele
se empolgará. Finja que presta atenção no que ele diz. Finja que está
entendendo também.
Entenda que o conceito de beleza de seu amigo biólogo é um tantinho
diferente do seu. Sapos verdes, gosmentos e verruguentos são lindos.
Escorpiões, aranhas, opiliões (hein??), ay-ays são todos lindos.

Tente não vomitar quando ele te mostrar as fotos da última necropsia feita

num golfinho.

Simplesmente ignore quando o encontrar de quatro, agachado sobre o musgo...
e faça o possível para que ele não te veja, pois uma vez que isso acontecer
ele começará o discurso em biologuês: “são briófitas! São as plantas mais
primitivas! Você acredita que elas não têm nem vasos condutores? E elas
ainda dependem da água para a fecundação e...”

É provável que ele prefira ir para o congresso de Mastozoologia ao in vés
daquela viagem romântica. Vc quer ajuda-lo? Mostre que há outras coisas no
mundo, por exemplo... convide-o para ir a um museu de arte. Ou a um grupo de
discussão sobre literatura.

Ele terá tendência a chamar pinheiros de gimnospermas. E a pinha (de onde
vem o pinhão) de estróbilo.

Não, ele não é um maníaco suicida se decidir entrar numa jaula para
mergulhar com tubarões-brancos. Mas também não deve estar em seu juízo
perfeito.

É melhor vc assistir filmes como A Era do Gelo e Procurando Nemo com amigos
que não sejam biólogos. Caso contrário, vc ouvirá, durante o filme: “ah, mas
baleias não têm essa conexão entre a boca e o nariz, o Marlin e a Dori nunca
poderiam ter saído pelo nariz dela!” E quem se importa??